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contraDANÇA - festival de dança e movimento contemporâneo

20 Anos de Dança e Movimento Contemporâneo no Interior

Em 2006, partimos do sonho de criar algo único e urgente. Vinte anos depois, esse mesmo sonho continua a mover-nos. O contraDANÇA chega em 2026 à sua 17.ª edição, celebrando duas décadas de uma história irreverente escrita pela ASTA. Olhamos para trás e sentimos que o tempo passou, mas a essência do festival mantém-se intacta. As premissas que nos inspiraram a dar o primeiro passo continuam tão vivas, atuais e necessárias no nosso peito como no primeiro dia.

Erguido sobre uma base artística sólida e apaixonada, o festival nasce como um território partilhado onde o movimento contemporâneo é o coração de tudo. É neste abraço coletivo que a dança, a performance, o teatro, o circo contemporâneo, as media artes e a música se encontram, fundem e ganham uma nova vida juntos.
Sinta-se convidado, aceite o desafio da ASTA e venha surpreende-se! Esperamos por si nos vários espetáculos que programamos a pensar em si, e nas diversas atividades paralelas. Participe ativamente, veja, intervenha, sugira, questione, pergunte, participe!
contraDANÇA é um espaço livre e democrático onde todos são bem vindos! O festival tem como objetivo promover e desenvolver as várias formas de expressão artística contemporâneas na região. É um espaço onde novos artistas e projetos embrionários encontram visibilidade e oportunidade de divulgação, juntando criadores consagrados e emergentes.
Desde a primeira edição do festival (2006) continuamos a desbravar caminho para a criação contemporânea, no interior do país. Projetos que conquistam públicos nas grandes cidades tardam a chegar à região, alguns deles nunca chegam a pisar o solo do interior.
Ao longo deste percurso de 20 anos, o contraDANÇA expandiu as suas fronteiras e levou a sua energia a novas paragens. O festival desenhou um mapa de partilha cultural que viajou por locais como Belmonte, Castelo Branco, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Santa Maria da Feira e Seia, além de marcar uma forte presença local em vilas e freguesias como o Paul, São Romão, Silvares, Teixoso, Tourais e Tortosendo.
O contraDANÇA assume-se como uma montra artística para a região, acolhendo vários espetáculos e projetos inovadores que muitas vezes desafiam as classificações tradicionais, convertendo-se numa oportunidade única para o público assistir a propostas totalmente fora do comum que este ano serão apresentados na Guarda, Gouveia e Covilhã contribuindo para a democratização das artes.
O festival pretende chegar a uma população que queremos mais desperta para espetáculos inovadores e capazes de despertar o sentido estético das gentes do interior. Hoje, o contraDANÇA assume um carácter de sensibilização cultural na região, fomenta a importância das manifestações artísticas de cariz mais contemporâneo, na formação e desenvolvimento de uma consciência crítica.
Pretendemos desmistificar as artes contemporâneas numa aproximação ao público, fazendo-o sentir-se o elemento mais importante e estimulá-lo, porque não, para uma futura intervenção nos processos criativos.
Realizar um projeto deste género no interior não é a mesma coisa que realizá-lo num concelho do litoral, ou junto de uma grande metrópole. O impacto, aqui é sempre maior e mais justo.
Tudo o que se faça em termos culturais no interior será sempre pouco quando comparado com outros locais.

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